segunda-feira, 2 de agosto de 2010

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23 de Agosto de 1782, Northampton.



Meu caro S.


  Poderia começar escrevendo essa carta dizendo o quanto aqui é belo, mas a verdade é que não pude contemplar nada ao meu redor, mantenho-me de olhos fechados pois assim tenho tua face diante de mim e a dor da saudade expira quase que por um segundo, porém a ausencia de teu cheiro a acentua.
  A falta de sua pele e seu calor faz-me plácida, meus olhos tão somente, quando abertos liberam faíscas de lembranças em cada pulsar tornando-me viva.
 Não sei se retornarei, nem aonde meus trôpegos passos de criança me levarão, vou para onde minha mente infinda me encaminhar, viverei, pois um dia em mim fora injetado o amor e agora, mesmo pós fim o guardo com todas as memórias em minha alma, demonstro isso em meus sorrisos, eles me aquecem, pois foi contigo que aprendi a sorrir.
  Por vezes me exponho ao sol, deito ao chão e jogo meus braços ao vento, brinco que o abraço, dançamos, brigamos, rolamos, te sinto em cada parte de meu corpo e lembro-me de quando fazia frio, me embolava em teu corpo quente e eramos crianças, somos jovens e enquanto mantermos um ao outro vivo, seremos pra sempre e felizes.
  Amo-te, beijos.
                            L.
 
 

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nostalgia'

Pense em mim quando você está fora, quando você está fora daqui. Vou te implorar de joelhos, quando o mundo te trata de uma forma tão relativa. É uma vergonha, eu sou um sonho.
Tudo que eu queria era você.
Acho que eu vou percorrer meu apartamento algumas vezes, e cair no sono no sofá, acordar cedo para as ruínas preto e brancas que escaparam da minha boca.
Eu poderia te seguir até o início e só reviver o começo, talvez assim nós lembremos de abrandar todas as nossas partes favoritas.

Tudo que eu queria era você.

'All I wanted was you'- Hayley Williams, Josh Farro, Taylor York.






quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vontade

Esvaziou-se do velho, todos os planos, sorrisos, lembranças, sentimentos, devidamente guardados e com sua importancia coerente, nada mais.

O vazio a fez se perder, o vazio a possuíu e escureceu seus olhos, tirou-lhe a razão e nem precisou de muito para anular os sentimentor, uma vez já enterrados.

Ar, o unico a se movimentar levava e trazia a vida de seu corpo, a mantia viva contrariando todo seu ser já defunto.

Uma velha canção surgiu trazendo renovo, de repente em seus olhos voltou a vida, suas lembranças vieram com risos, e os sentimentos... renasceram sem mácula, com puresa.

A esperança veio forte, empurrando todo e qualquer medo e desconfiança do futuro, e com ela veio a esmagadora vontade, vontade do seu cheiro, dos seus olhos, da sua pele, do seu toque, vontade de ser e pertencer.

Uma vontade já antiga, mas não desgastada, que agora a move e a fez voltar a vida.