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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Sobre amar demais

“Não guarde nada para si. Nada que você não deu chegará a ser verdadeiramente seu.”
LEWIS, Clive/Cristianismo puro e simples.

Às vezes nos deparamos com conselhos que trazem a reflexão de como o senso comum (na maioria das vezes, principalmente se você considera que tem valores cristãos) não tem fundamento. Ouvimos de cá e de lá “não ame demais”, “não se doe demais por fulano”, “não se entregue por inteiro”.
E taí um medo cujo meu desapego se tornou real.
Temo e amo de menos.
Toda capacidade de amar em mim veio de quem me amou primeiro e na presença do Amor é tão pequena a capacidade que tenho.
Doo-me mais a cada dia, me entrego mais a cada dia exatamente por saber que amo de menos e só assim serei capaz de amar mais.
O único medo que então cabe é não amar demais, não me entregar, nem me doar, pois assim acabaria seca como uma árvore sem frutos procurando amor em remédios nunca nem desconfiando que o prevenir e o remediar se encontra em amar.
Talvez no fim dos meus dias eu ame demais e esse tem sido meu alvo. Portando que o amor me pertença e que eu pertença a Ele para que de fato eu ame demais por demais ter sido amada.

Pelo que me amou primeiro.
Solo Christus.

Soli Deo Glória.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Constatação


Em meio a planos e pensamentos
Ao te ver todos se esvaem
...

Todo tempo é curto quando te abraço
Mesmo que na imensidão desse ato a completude transborde
Seguro suas mãos e cortejo sua alma
Com a pureza infantil de um amor 
E a profundidade de antigos amantes
O que é o tempo quando amamos?
O que são as relatividades quando temos um fato?

A canção "Diz:  quem é maior que o Amor?"*
E como verdade eu sei que enquanto Ele for em nós 
e nós formos nEle


Seremos Eternos.


Notas:
*referência a música Conversa de botas batidas- Los Hermanos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Sobre aquele que É digno.

Não há amor maior que o Seu
Que banha o meu corpo
Envolvendo por inteira a minha alma
E liberta meu espírito
Faz o meu caminho
Ilumina os meus passos
Sonda o meu coração
Por toda vida és meu par
Mais íntimo confidente
Fonte de sabedoria da qual tenho sede
Aquele que É,  sem desculpas
Que Era, pois é origem
Que há de vir, pelo Eterno
Sem começo nem fim, constante
Por ti inteiramente suspiro
Em ti completamente me inspiro
Criador maravilhoso
Transforma dor e lamento
Em vida e alento
Ternura viva, toda esperança
Não há maior amor que o seu.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cumplicidade

E que o tempo passe levando consigo os dias de sol e também os de chuva
Posto que és Eterno não há seca, dilúvio ou ventania que me tire do teu peito.
Há o teu aconchego, teu calor, teu Amor verdadeiro
Amor que me mudou e molda, Amor que transforma trevas em luz

Esperança que tenho, tua vida.
Posto que és Eterno ternura e graça não me faltam
Há o teu aconchego, tua palavra, meu pão
Me alimento e não mais tenho fome, bebo e não mais tenho sede, faz em mim resiliência

O lar que eu tenho, és tu.
És tão meu em mim e sou tão tua em ti que já não tenho medo
Posto que és Eterno, em ti não morro
Me reconcilio, me torno morada e tenho vida eterna.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

VIDA


  A professora da escolinha pediu uma redação, e com meus 7 anos e a diversidade de temas escolhi escrever sobre ter um irmão mais novo, a vida de filha unica era chata, tudo bem ser o centro das atenções e ter tudo que eu queria era legal... Mas não era melhor do que a ideia de ter um irmão mais novo, pra brincar, ensinar, pra ter um amigo que eu poderia contar pra sempre. E assim, fiz minha redação e levei pra casa, pra mostrar pra mamãe e pro papai.
  Alguns meses depois (como eu disse, eu tinha tudo que queria) mamãe estava grávida.
  Mais meses depois, fomos eu, mamãe e papai ver você no ultra-som, descobrir se seria o irmãozinho que eu tanto queria, ou uma irmanzinha chata ._. oihsaohasihas que eu não queria (: Descobrimos você ali, e eu fiquei muito feliz por não ter que dividir saltos, maquiagens e bonecas. Mais tarde o papai se foi, ficou eu, você e a mamãe.
  Nesse tempo a vida era vazia, não é fácil perder um pai, não é fácil nunca perder quem se ama, é um pedaço da alma que fica negro... E uma certa inocência vai embora sem que você escolha deixa-lá ir. Mas você nasceu, e os nosso dias tão difíceis foram preenchidos pelas suas risadas puras, seus choros, suas caretas, suas palavras sem sentido, seu olhar, seu respirar, ficou mais gostoso viver com você ali, porque você foi um presente, você é um presente pra todos que amavam o papai assim como eu.
  Seu jeito carinhoso, entrometido, chato, teimoso, curioso, barulhento, inquieto, sincero, nenenzinho da mamãe, dependente, medroso, criativo... Tudo que me faz te amar e te odiar, me dá orgulho de ser sua irmã.
  Hoje você ta fazendo 10 anos e foi dormir na casa da vovó, eu fiquei feliz em ir te buscar na escola e ver seu olhar de orgulho e alegria quando viu que era eu ali, quero ser sua grande amiga e inspiração sempre (mesmo não deixando isso claro quando brigo porque você gosta de coisas que eu gosto só porque eu gosto, ou que gosta de coisas que eu não gosto osahiiohsaas), eu não podia deixar de escrever aqui tudo que cada sorriso e abraço meu quer dizer.
  Quer dizer que eu te amo muito, muito mesmo, e que mesmo com meu jeito pouco expressivo no dia-a-dia, você é o melhor irmão mais novo que eu poderia pedir à Deus, e deixou o irmão da minha redação no chinelo (:
  Por tudo que você é, e tudo que você é pra mim, vou confiscar suas futuras namoradas NA LINHA ihoashashihsa, e não vou deixar de pegar no seu pé, desculpa, cuidar de você é meu jeito de dizer que te amo.
  Parabéns Davi, por ser vida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

S.C


Ela mantinha os olhos perdidos na própria insensatez, raramente os fixava em algo para recuperar um pouco da sanidade desperdiçada; Era o verdadeiro caso da menina que enlouqueceu e padeceria de livre submissão ao seu amor.

 Todos os dias sua rotina era idêntica, acordava já cansada, via-o em sua frente, sorria, chorava e tudo antes mesmo das dez da manhã, sabia o quanto seu toque lhe fazia mal, mas ainda assim como uma viciada acomodada em sua vida puída que a afastara de toda existência que conquistou fora dele, persistia para enfim morrer mais um pouco, sumir mais um pouco, se perder mais ainda dentro de seu próprio corpo vendendo-se a ele em troca da endorfina que ela se negava a receber de outras almas.
 Sua boca se rasgava em um sorriso mal encenado enquanto seus olhos gritavam por socorro, nada mais lhe bastava e a menina deixou por vez tudo para trás ou em segundo plano, deixou-se em segundo plano para poder sorver dele as migalhas que este lhe atirava com os punhos fechados.
 E então começaram os remédios, e a menina ainda se negava a enxergar que era capaz de viver sem ele, era fraca por própria vontade, se fazia de frágil para não encarar a vida, se matava por um otário que nada perdia enquanto permanecia onde estava, por alguém que quanto mais lhe via morrer dentro dos próprios olhos, mais sorria e se inflava do que ele chamava de vida.
 Amor não é isso menina, menina que eu já tanto amei, e ainda amo apesar de tudo, amor é sacrifício, palavra que a muito já fora excluída do vocabulário de seu pequeno adorado.
 Sua vida vale mais do que um punhado de calmantes por um retardado que simplesmente é egoísta demais para ver o quão mal lhe faz.
 Não morra por ele, não mate a minha menina por tão pouco, por todo esse nada que fede a putrefação e que você ignora pela necessidade de ter a ilusão do que um dia chamou de amor.

por: http://sexotextoerocknroll.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

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23 de Agosto de 1782, Northampton.



Meu caro S.


  Poderia começar escrevendo essa carta dizendo o quanto aqui é belo, mas a verdade é que não pude contemplar nada ao meu redor, mantenho-me de olhos fechados pois assim tenho tua face diante de mim e a dor da saudade expira quase que por um segundo, porém a ausencia de teu cheiro a acentua.
  A falta de sua pele e seu calor faz-me plácida, meus olhos tão somente, quando abertos liberam faíscas de lembranças em cada pulsar tornando-me viva.
 Não sei se retornarei, nem aonde meus trôpegos passos de criança me levarão, vou para onde minha mente infinda me encaminhar, viverei, pois um dia em mim fora injetado o amor e agora, mesmo pós fim o guardo com todas as memórias em minha alma, demonstro isso em meus sorrisos, eles me aquecem, pois foi contigo que aprendi a sorrir.
  Por vezes me exponho ao sol, deito ao chão e jogo meus braços ao vento, brinco que o abraço, dançamos, brigamos, rolamos, te sinto em cada parte de meu corpo e lembro-me de quando fazia frio, me embolava em teu corpo quente e eramos crianças, somos jovens e enquanto mantermos um ao outro vivo, seremos pra sempre e felizes.
  Amo-te, beijos.
                            L.