sexta-feira, 27 de julho de 2012

O passado, as asas e a esperança


O tempo passou.
Nesse ano que mal passou da metade ja vivi tantas vidas, tenho todas em mim, porém nenhuma no papel. O papel tem fugido do meu tempo, e meu tempo tem fugido do papel, porém, hoje junto papel e tempo em mim.


Saudade, palavra que acompanha todos os meus pensamentos, saudades de momentos, de lugares, de cheiros, de conversas, de abraços, de sorrisos, de me sentir tão leve ao ponto de voar. São raros os momentos de voar, são constantes agora, mas passam.
E é essa a questão, eles passam. O que fazer com um passado tão bom? Aguardar esperançosamente e deixar o coração aberto para qualquer outra possibilidade de voar,estar sensivel ao vento.
Esperar  com os pés no chão porém os olhos no alto e ter a certeza que quando eu fechar os olhos, nem que seja pra um piscar terei momentos lindos que me fazem sorrir a alma.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Let it burn


E ela ficou ali, olhou o presente, olhou o passado, juntos.
Esperou a dor de um sonho morto.
A dor não viria.
A ausencia a incomodava, ou o que realmente seria?
Tão acostumada ao pós endorfina mais parecido com estrogênio em plêna dilatação de parto, estranhou quando não sentiu as dores, cada vez maiores em menor espaço de tempo.
Estranhou olhar e não sentir desejo, estranhou o não-desejo de olhar.
Colocou a mão no coração para identificar se ainda havia sinal de vida... Batendo, calmo, num compasso calculado.
Respirava.
Mas a dor não vinha.
Sorria junto, sentia o cheiro, arriscou e deixou-se num abraço, percebeu a satisfação do ato pelo outro, percebeu a alegria, porém dentro de sí só a duvida da ausencia se manifestava.
E nem sinal da dor.

Sentou em sua cama, olhou pro passado, esperou a dor.
E tudo que conseguia ver era um futuro de esperança, de alegria, de conquistas, de algo novo, um RECOMEÇO, um novo sonho sendo gerado...
 e apenas um passado no passado.

Abriu o livro
Queimou a página

Acordou para um novo tempo, um novo dia em um novo sonho.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

scars

  
 Continua dentro de mim, continua passando por entre as minhas veias, continua gelando o meu coração, continua querendo sangue, sugando a morte como um desesperado, pedindo pra que ela com uma tragada só extermine tudo que há em mim, todo oxigênio, tudo que se pode considerar vida.
  Passei tanto tempo vivendo abundantemente que me esqueci como dói essa ferida, ardida corrompe toda a minha alma, o roubo a morte e a destruição como uma injeção de euforia apática percorrendo o meu corpo trêmulo querendo tragar toda luz que há em mim.
  Totalmente auto-destrutivo.
  Esqueci a força que todo esse veneno tinha dentro de mim, esqueci a cor dos meus olhos vermelhos banhados de morte, vazios, completamente secos pelas lágrimas que não escorreram, viraram mágoa e dor em toda essa composição. Deixando tudo árido.
  Agora vejo a força da luta de todo dia, é mais difícil do que possa aparentar, mais profundo, mais complexo, mais humano.
...
  
 Velha imagem, fraca, chorando uma dor que ninguém entende, ninguém sente, ninguém consegue ver.
...

Por favor, me lave com Teu sangue, purifica as perversidades que há em mim.
Clamo Sua redenção, sou forte somente em Ti, só vivo com a Tua graça.